
“Quem deixa que o mundo, ou uma porção deste, escolha seu plano de vida não tem necessidade senão da faculdade de imitação dos símios.” (Jonh Stuart Mill)Ainda Romário. Não que o toco de amarrar jegue mereça tamanha atenção pelas coisas que diz “sem papas na língua”. A questão é que, em semana de decisão envolvendo Fluminense e Botafogo, a gente acabe ficando sem assunto mesmo. Clássico sem graça esse. Você não tem p’ra quem torcer, nem a quem secar. Só nos resta responder ao baixola à altura, o que literalmente não é muito difícil.
Ele disse que a torcida do Urubu é de outro planeta.Concordo. São do mesmo que o Cornélius. Mas antes que os paladinos da moral e dos bons costumes me acusem de racista, quero esclarecer aqui que não me refiro à tez dos torcedores rivais. Longe de mim isso. Torço pelo primeiro clube do Brasil a aceitar negros e mulatos em seu plantel, o único dentre os quatro grandes times cariocas que não carrega em sua história a mancha do racismo. Quando faço tal afirmação acerca da origem de tais torcedores é porque, salvo uma ou outra exceção, vejo neles um cabedal de inteligência muito similar ao dos primatas.
Outro dia, um desses bestializados veio me parar p’ra contar a “boa nova” do RJTV. Só que o cara confundiu as coisas (normal) e disse que o Romário chamou sua torcida de contagiante. Não foi isso que ele disse, mas como no primeiro caso, admito que é uma boa definição para o que essa massa de gente acéfala representa. Para quem não sabe, o sufixo ista, em terminologia médica, é usado nos casos de o indivíduo ser portador de alguma enfermidade. Sendo assim, quem é viciado em bebida alcoólica é alcoolista, quem não consegue parar de fumar é tabagista e quem morre de amores pelo Urubu não poderia receber outro nome a não ser aquele pelo qual é mais conhecido.
Portanto, se você não quer correr o risco de ser infectado por essa doença que entra pelos poros, se liga aos monócitos, atinge a corrente sanguínea e corrói suas células cerebrais a ponto de te transformar num retardado mental desprovido de qualquer senso crítico,evite as drogas. A Flapress é tão ou mais letal que o Flavivirus da dengue. Ela é capaz de distorcer os fatos de tal forma que um clube amante da democracia vira inimigo público numero um da mídia, e o outro que sempre se pautou pelas práticas mais nefastas do nosso esporte bretão se transforma no “mais querido do Brasil”. Essa porra não é AIDS, mas também mata, e pode te transformar num ser igual à Zira, se você se deixar alienar como fazem nossos rivais. Romário mandou bem mesmo.Sem querer me ajudou a descobrir de onde vem a epidemia que atinge milhões de pessoas em nosso país. Valeu, peixe!